Os espaços são lugares cativos
das paredes das quais se é refém.
As pessoas, só fragmentos vivos
do facto que é não serem ninguém.
Os sonhos, o momentâneo oblívio
do p'sadelo que é a realidade,
e os amores um impulso pífio
de ignorar do afecto a vanidade.
E o poema não passa de a razão
constatar que por tudo ser fútil
do desespero também a expressão,
suspensa em vácuo, sem direcção,
tem o mesmo tanto de inútil
que a passagem do tempo, erosão.
artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
sábado, março 26, 2016
quarta-feira, março 16, 2016
Pela catedral da alma passa o dia
como folhas de Outono caem mortas,
cada folha de pensar é só as portas
sob a abóbada de ela 'star vazia.
Entram quer noite quer vento p'los vitrais
que à luz da vela são só vidros partidos,
o movimento, a chama, sonhos varridos
p'lo ocaso que há a cada passo mais.
Queda, a espera no encosto do pilar
que sustenta o nada que há ante o altar
de memória pelo caruncho carcomida
é saber que ele é falta de esperançar
por saber que resta pelo sono aguardar,
que ela mesma por ele é absorvida.
como folhas de Outono caem mortas,
cada folha de pensar é só as portas
sob a abóbada de ela 'star vazia.
Entram quer noite quer vento p'los vitrais
que à luz da vela são só vidros partidos,
o movimento, a chama, sonhos varridos
p'lo ocaso que há a cada passo mais.
Queda, a espera no encosto do pilar
que sustenta o nada que há ante o altar
de memória pelo caruncho carcomida
é saber que ele é falta de esperançar
por saber que resta pelo sono aguardar,
que ela mesma por ele é absorvida.
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